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A Morte Psicológica

Quantos e quantos de nos estudantes do ensinamento gnóstico, passamos semanas, meses e anos, na ânsia de dar fim aos nossos defeitos psicológicos, almejando arrancá-los de nosso interior.
Porém um dia de nossa vida cotidiana, nos mostra como estamos atuando neste trabalho psicológico.
Em uma semana veremos o mesmo, em um mês veremos o mesmo e por fim, passaram-se anos e num lampejo de cobrança por parte de nossa consciência, percebemos que não avançamos.
E observando ainda, uns poucos momentos durante o dia, veremos que ficamos voltados para as coisas/acontecimentos externos e não estamos realmente voltados na tarefa de conhecer a nossa psicologia e por consequência estudar, analisar os diversos eus.
Podemos dizer batalha, pois é uma guerra real, e se vamos a ela sem ânimo, desacreditado do resultado, a derrota é certa.
Para aqueles que nutrem a gula, sabe o tremendo esforço que é necessário ter/fazer para rejeitar mais uma porção de alimento.
Para aqueles que nutrem a vaidade, sabe do tremendo esforço que é para se contentar com tal ou qual roupa ou adereço.
Vemos que passamos muitos minutos e horas identificados, fascinados com nosso trabalho, cuidar do lar, filhos, fazer compras, planejando uma vingança, como vamos
ganhar na loteria, como vamos pedir um aumento de salário, que mentira vamos dizer para justificar algo....
Temos que ter vontade e escutar a voz sufocada da consciência, que cada um de nós, nas suas particularidades as escuta... porque estou perdendo 02 horas na frente da tv e não estou fazendo uma prática esotérica...
E dar vez, durante o dia para a força vibrante da vontade. Não se deixar pegar pelas artimanhas que nos joga os defeitos psicológicos.
Um deles, em nossa mente nos diz, tenho que me concentrar neste trabalho, pois posso perder o meu emprego.
É justamente neste momento que perdemos ou avançamos. Pois naquele momento se manifestou o medo, insegurança do futuro e etc
Afirmamos que é plenamente possível estar concentrados no trabalho, sem, no entanto se perder nos sonhos e devaneios.
Perdemos quando esquecemos naquele momento do trabalho psicológico.
Avançamos quando naquele instante, percebemos o eu e imediatamente pedimos a Divina Mãe à morte daquele defeito que se manifesta num dos centros (pensamento, sentimento e ação).
Fácil, difícil, agora não, depois, depois eu me comprometo e faço...
Quantas justificativas temos para dizer que nos faltou a vontade de fazer o que pedia nossa consciência.
Essa vontade a temos quando escutamos e atendemos a voz de nossa consciência.
Ela nos diz a cada momento o que fazer. Não escutamos, porque a sufocamos nas justificativas de sempre.
Para cada pessoa essa percepção vai ser de acordo com as suas vivências.
Não adianta, enquanto a pessoa não ter a vontade de mudar e escutar a voz da consciência, vai passar o tempo e vamos simplesmente justificar, que é isso, que é aquilo.
Para aqueles, que perseveram no trabalho de morte dos defeitos, o resultado vêm.
Se antes mentia, não mentira mais, custe o que custar.
No seu lugar vai atuar algum poder, faculdade ou dom. Que são partes da consciência se manifestando.
Se antes não conseguia se desdobrar no mundo astral, agora será um fato. Pois, quanto mais consciência, mais experiências, visões, conhecimentos e comprovações vai tendo.
Se antes roubava (ai não importa o valor), não mais vai roubar, e outro dom, poder ou faculdade vai nascer no lugar.
Se antes não conseguia entrar nos templos dos mundos internos, certamente o guardião vai liberar o seu acesso.
O fator Morte é imprescindível para qualquer avanço esotérico que almeja o aspirante ao caminho e muito mais para aqueles que já pisam no caminho.
O avanço esotérico se dá pelo continuo trabalho no fator Morrer.
Parou de praticar o Fator Morrer, fica parado, se estanca no avanço esotérico.
Por mais que hoje alguns delirantes que abundam por ai e que se dizem praticantes dos 3 fatores, digam que não é bem assim, que tal elemental, objeto, vai nos dar a Morte dos defeitos psicológicos.
São pessoas que desvirtuam o que nos dita o VMSamael Aun Weor em todos os seus livros, vídeos e mensagens.
O trabalho dos 3 fatores é algo totalmente individual.

13/mar/2014

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