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O Medo

Medo, eis uma grande trava que demos vida em nosso interior.
E é essa trava (eus) do medo, que em muitos nós, nos segura dentro de uma instituição gnóstica.
Ou que, uma vez ou outra, nos leva a praticar alguma coisa do ensinamento.
Temos medo de morrer, de ir para o inferno, de entrar nas provações, de ver pessoas mortas e etc etc etc...
Vemos então que estamos dentro de uma instituição gnóstica por medo, medo e muito medo...
Vemos então que praticamos o ensinamento por medo, medo e muito medo...
E essa pratica por medo será desleixada, insonsa, disciplina e sem continuidade, pois quando um outro eu se apossar de nossa máquina humana, já vamos estar vendo e sentindo as coisas sob a ótica deste outro eu qualquer.
Se for a ira, iremos contra tudo o que a pouco intentamos fazer...e esbraveja o eu, porque praticar essas coisas, quero que tudo se acabe...
Se for a luxúria, já vamos estar envolvidos em como dar alimento (cenas, leituras e quantas coisas mais)a esse defeito.
Um dito estudante gnóstico que esta na instituição por medo, e se não houver a superação destas travas (eus do medo), será mais um peso e massa de manobra dos eus.
Para ver como estamos com isto do medo em relação ao nosso real objetivo no ensinamento, vamos imaginar, que a instituição gnóstica se feche no mundo físico...e neste instante, voltemos nossa atenção ao nosso pensamentos e sentimentos.
Vamos poder observar claramente os eus nos ditando muitos pensamentos e sentimentos.
Tais como, e agora que vou fazer? para onde vou? que vai ser de mim? hã mais aquela outra instituição não fechou, devo ir para lá?...
E quantos outros tipos de pensamentos e sentimentos que vão chegando, que não enumero aqui, para não falsear a análise de cada um.
Se sentiu-se balançado, irado e o temerário, é porque não tem as devidas firmezas e comprovações do ensinamento.
E um deles que rege a grande a maioria, que é a falta de contato com suas partes divinas.
Se temos esse conato, não importa aonde vamos ou estivermos, saberemos aonde ir e o que fazer.
Podemos agora ir para a fogueira e não protestar em nada. Pois, uma vez, percebendo as partes superiores, nada nos demove das certezas do caminho que trilhamos.
E que bom, para aqueles que nesta análise, puderam ver algumas facetas deste eu atuando, pois ai esta um excelente material de estudo, análise e morte.
Da mesma forma, temos que nos ir confrontando, com os demais eus.
Onde, muitos correm, por medo, medo de se enfrentar (dar morte aos eus).
Para quem é mais antigo nos ensinamento gnóstico, devem se recordar quando anos atrás o Movimento Gnóstico C.U. Nova Ordem, fechou as portas.
Reflexionamos agora, de quantas pessoas de repente se viram sem o seu ponto de apoio...
E sem as devidas comprovações e acessos a parte interna...
Quantos que não voltaram aos vícios antigos...
Quantos que realmente continuaram a ter os preceitos gnósticos nas suas vidas...
Com isto queremos dizer que não é a instituição que nos redime ao retorno para o Ser Interno, e sim o sincero trabalho sobre si mesmo.
Claro, sabemos que existe muitas situações probatórias, para uns e outros.
Não devemos em momento algum nos levar pelo medo e outros eus, e sim pelo que nos dita a consciência.
E isto exige um real esforço da parte humana para engendrar o nascimento do Cristo em seu interior.

29/mar/2014

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