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Descer e Subir o Poço de Cada Um

Quantos de nós pretensos atletas na morte do eu, estamos a um passo de uma vitória - que é a erradicação de alguma parte vivente destes elementos inferiores.
E nos vemos fracos, desanimados, pesarosos, sem esperança, sem ânimo de viver, nos insultam, nos cobram, nos maldizem...
Trazemos e sentimos na carne todos esses últimos momentos de manifestação deste eu que intentamos erradicar.
Se não tomamos o devido cuidado nestes pormenores, deste trabalho de morte, podemos perder copiosamente essa dura luta com essa manifestação egoica.
É justamente na identificação com esses últimos suspiros deste ou daquele eu/defeito, que esta a nossa derrota ou vitória.
Vemos todo esse processo de morte de um eu/defeito, sentimos a dor de morte a que ele esta sendo infligido, porém sem nos identificar.
Se nos parelhamos com as dores de morte de eu/defeito, voltamos a lhe dar alimento...
Por isto que dizemos, que quantos de nós nestes momentos tem essas dores (realmente a sente fisicamente) e mesmo morais, e por falta de sabedoria e
profundidade nas compreensões, até mesmo por abafar a voz da consciência, não entende o que se processa em sua psiquê.
Isto claro, estamos a dizer daqueles que realmente estão gravitando na pratica de morte...
Não estamos falando aqui, dos rumores egoicos que ecoam em nosso interior e mesmo tendo a didática do avanço espiritual, ainda estamos alinhados com as conquistas mundanas. Vivemos por eles (satisfação) deste eus/defeitos.
Repito, mesmo tendo a didática do avanço aos mundos superiores, escolhemos a didática do robustecimento dos eus/defeitos e rodamos ao mundos infernais.
Poucos tem a coragem de enfrentar a si mesmo. Sempre é mais fácil ocultar nosso fracasso na acusação de que alguém não nos deixa trabalhar.
Falta coragem para vencer um simples vício de fumar cigarros, agora imagine ter a devida coragem de enfrentar um defeito do roubo, inveja, raiva, língua ferina...
E aqueles que tem essa coragem (partes da consciência) nos impulsionando, que dizemos, (pois cada um sabe naquilo que esta trabalhando psicologicamente), não se parelhe nos últimos suspiros de morte de um eu/defeito.
Entra aqui o que o VMSamael nos diz das crises...
Não é crise porque brigou com o vizinho, e sim, sendo essa crise o resultado de um trabalho sério de morte aos eus/defeitos.
Quando por fim conseguimos o direito, de que nos tire esse peso (eu/defeito), entra em ação a Mãe que e da o fim a parte ou total deste ou daquele eu/defeito.
Se for permitido, vai perceber o odor de cadáver em decomposição, saberá e verá que aquele eu/defeito realmente se foi.
Para outros, verá um cadáver decomposto, seja de um animal ou humano.
Essas percepções, não se dá de forma igual para todos, pois vai depender da profundidade e níveis de consciência de cada um.
A outros, simplesmente já se veem em algum templo nos mundos internos, recebendo alguma simbólica premiação.
Ou seja, não conseguiram trazer a memória, as etapas que anteriormente citamos de morte de tal ou qual eu/defeito.
Pois se tenha claro, para se acessar esses templos nos mundos internos, se não tem morte, o guardião não dá acesso...
Somos assistidos em todos esses processos, não estamos sós.
A parte humana tem limitações, mas temos que fazer a parte que cabe à nos.
E nas profundezas de nosso mundo interior, temos a dádiva de ter partes do Ser, fazendo trabalhos duríssimos de remoção da crosta egoica.
Todo aquele que descer ao seu poço interior, que lá não fique atolado (estancado).
Que lute, lute, mesmo que te falte forças nos membros, faça um super-esforço, de lá deve sair vitorioso.

14/abr/2014

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