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O Estudante Gnóstico é Diferente?

Não!

Somos todos iguais (humanidade), sendo homem ou mulher.

Sorrateiramente atua em um grande volume de pessoas que passam a estudar o gnosticismo, diversos eus/agregados (superioridade, mitomania e etc).
E nelas passam a nutrir o sentimento, gosto e ação de ser diferente dos demais.
Neste estudante a mentalidade é difusa, pois passa a achar e entender que tudo o que vive são provas iniciáticas e etc.
Não entendeu ou compreendeu que enquanto existe a origem (eus), vai sempre marchar pelo caminho do erro, falhas...

Estamos cada um (humanidade) em tal ou qual etapa do caminho.

Uns bem a frente, outros bem atrás, outros tantos na mesma etapa que nós.

Sendo que, em um momento ou outro no decorrer das existências, essa pessoa, vai confrontar o que hoje vivemos, e quantos mais já passaram
por isto que hoje pisamos.

Então isto de que porque é um estudante gnóstico, ser ou se achar diferente dos demais, são pesadas travas, que atrasam nosso avanço.

E geramos quantos desgostos nas pessoas que nada sabem destes ensinamentos, pois com a nossa arrogância, as classificamos e por fim condenamos.

Justamente por termos acesso ao conhecimento gnóstico, deveríamos antever, entender e compreender as formas de atuar das pessoas a nossa volta.

Quanta repulsa causamos nas pessoas com a nossa soberba, e pior, lhes impomos as nossas inflamadas convicções.
Lhes dizemos, se alimentem com isso ou com aquilo, não façam isso ou aquilo... isso é karma...

Claro, temos neste caminho tudo o que nos ensina os Veneráveis Mestres, as provas iniciáticas, karma, darma, inferno, céus...
Eles nos dizem, nos livros e nos mundos internos.

Agora, há abismos de diferenças entre realmente a pessoa estar e achar que esta no Caminho

O estudante que corretamente assimilou (consciência atuando) o que dita o Caminho, geralmente passa despercebido no viver diário com as pessoas.
Vai uma vez ou outra normalmente (sem querer demonstrar) transparecer que esta repercutindo nele forças superiores.
Na forma indireta, pois entende que com a mentalidade fraca de alguns, podem passar a segui-lo.
Quando de forma direta, geralmente se atua de forma muito velada. Jamais um espetáculo público.

Quantas coisas já vimos ao longo destes anos, onde convivemos diretamente com as mais variadas atuações de pessoas nos estudos gnósticos.
Pessoas usando alguns dons, para suprimir alguns e fazer imperar as suas vontades.
Outros usando o púlpito dos temas gnósticos para angariar seguidores.
Alguns usando a sua posição social para dirigir outros mais.
Vários usando a sua posição nas instituições para fazer valer as vontades da sua legião interna.

Nascemos, crescemos, trabalhamos, comemos e dormimos...assim como toda a humanidade.

Com o ensinamento podemos sim, ter um profundo avanço na parte espiritual.
Mas esse avanço não quer dizer, que vamos impôr aos demais, as nossas convicções, anseios, lástimas, angústias...e parecer ou demonstrar que é diferente
das pessoas do convívio diário.

Muito menos demonstrar fisicamente que a nossa parte espiritual esta avançando.

Infelizmente as pessoas entendem que a nossa disciplina de trabalhos psicológicos devemos aplicar também nos demais.
Se paramos com vários vícios, cigarro, bebidas, drogas, falar mal do próximo, não mentimos, não invejamos, não roubamos, não temos anseios
materialistas, não vamos mais a bordéis e etc etc etc...

Queremos que as pessoas nossa volta vejam o que estamos fazendo. E as situações equivocadas vão se formando.
Onde passamos a ser apontados como os diferentes, os doidos, fanáticos e por ai vai.

Se bebíamos álcool no passado, e hoje não mais, ao invés de ficarmos calados e exercer a compreensão para com aqueles que estão sujeitos a essa
nefasta arma que esta danando seu corpo físico e alimentando eus, geralmente apontamos e condenamos a essas pessoas.
Se apontamos, naturalmente que adquirimos um novo algoz.
Pelo simples fato de já não tomar bebidas alcoólicas, nos dissociamos de certos grupos de amigos.

Se eramos os geradores de fofocas, e hoje não mais, devemos exercer a compreensão, com os demais que fazem o inferno de suas vidas e daqueles
a quem proferem a sua incontrolável língua.

Não condenemos nem julguemos, pois no momento que assim fazemos ainda esta vivo dentro de nós, aquilo que objetamos no alheio.

O diferente em nós é o Ser.

30/ago/2014

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