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O Medo da Morte Física e Psicológica

Mais cedo ou mais tarde a todos nós vai chegar o momento que finda a nossa expressão no mundo físico.

Somos regidos por esta lei, concorde ou não concorde, acredite ou não...mas todos nós teremos que confrontar o raio da morte.

Claro, por nossa psicologia ser quase que totalmente voltada ao materialismo, temos medo da morte.

Que nada mais é que uma transição de um mundo a outro.
Apenas que com a morte não mais temos um veículo físico tridimensional, portanto não conseguimos nos expressar de acordo suas leis.

Desespero, medo, inconformidade, era cedo, dor, aflição, coitado, agonia...
Quantas facetas mais podemos enumerar dos eus para justificar o seu alimento.
Quantas milhares de pessoas morrem por dia num país...e mesmo assim, os mesmos lamentos...
Pai, mãe, esposa, marido, filho, irmão, irmã, tio, tia, filho, filha, amigos... a dor da perda, da separação, deus foi o culpado...
Eis um momento, que poucos, estão devidamente preparados, tanto para passar com as pessoas a volta, quanto por si mesmo, confrontar a balança da justiça.

Para o estudante gnóstico, assim também chegará o seu momento.
Que com os devidos trabalhos psicológicos, concretamente os viverá de maneiras bem distintas, das lamurias e dores comuns a estes eventos.

O estudante, certamente ficará triste, porém não desesperado.
O estudante, entende e compreende que tem muitas leis atuando nestes momentos que antecedem, na hora e depois que se corta o antakarana.
O estudante, saberá se portar, na percepção das dores e lamurias, daqueles que dizem nunca mais verão o falecido.

Agora, temos um outro aspecto de muitos pretensos estudantes de gnosticismo.

Que são aqueles que tem medo dos trabalhos psicológicos, mesmo sabendo de quase todos os parágrafos dos livros, estes não tem coragem de se confrontar
nos trabalhos psicológicos.

Muitas vezes, porque o seu mundo, a sua rotina do viver diário, esta tudo tão bem, e este não vê motivos (medo) para morrer psicologicamente.

Tem uma boa moradia, um bom emprego, amigos, viagens, dinheiro, status... (o bom dono de casa).

Mas recebe impulsos das partes internas, para que faça alguma coisa que perdure, ou seja o espiritual.

E por medo, de confrontar esse bem viver, alegrias, satisfações, não se volta por completo aos 3 fatores.

E como sabemos, aqui neste mundo físico é tudo transitório, concretamente, não vamos levar para o além túmulo, nossos bens, nosso status...
Com isto não queremos dizer que vamos viver como um ermitão e etc.

Somente com correto trabalho sobre si mesmo, que vamos estar vivendo em sociedade e sabendo se portar, e no entanto fora de tudo (não identificação).

Se a todos chega o raio da morte, porque a mim (estudante gnóstico), será diferente (auto-consideração, auto-importância...)

Somente no correto estado de consciência que passamos incólumes por estes eventos.

01/set/2014

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